domingo, 19 de julho de 2009
Confira uma lista de 15 grandes filmes de gângsteres
Veja lista de 10 viagens do cinema à Lua

O clássico de Stanley Kubrick se adiantou ao incluir no roteiro a chegada do homem à Lua mais de um ano antes de Neil Armstrong realizar seu feito. Ganhador do Oscar, o filme viaja ao passado pré-histórico e salta para o futuro, mostrando uma disputa épica entre homem e máquina no espaço colonizado.

Tom Hanks estrela este drama, em que três astronautas americanos em missão à Lua sofrem uma explosão na nave, transformando o resto da viagem em uma corrida contra o tempo. Sob o risco de ficar sem oxigênio, energia e comunicação, eles têm que lutar por suas vidas, contando com a ajuda dos engenheiros da NASA. Kevin Bacon e Bill Paxton completam o elenco.

Realizado no início do século, o curta-metragem do francês George Méliès é considerado o primeiro filme de ficção científica da história do cinema. Inspirado em histórias de Júlio Verne e H.G. Wells, conta a história de um grupo de astrônomos que viaja à Lua em uma cápsula lançada da Terra por um canhão.

Clint Eastwood vive um piloto aposentado que trabalhou na NASA e é chamado de última hora para consertar no espaço um antigo satélite que está com problemas. Ele é a única pessoa com a capacidade técnica para cumprir essa arriscada missão, mas para a aceitar ele impõe uma condição: levar juntos seus velhos colegas de trabalho, que formavam uma equipe espacial.

Na primeira animação dos clássicos personagens do estúdio Aardman, Wallace decide viajar à Lua depois que descobre que não há mais queijo em casa. Para isso, ele e seu cachorro, Gromit, constroem um foguete e deixam a Terra. Ao chegar ao solo lunar, o inventor descobre que estava certo: a Lua é mesmo feita de queijo!

O filme do produtor George Pál antecipa as tensões da corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética - mesmo sem citar nominalmente o inimigo como soviético. Um grupo de astronautas parte da Terra e consegue atingir o satélite e criar uma base, mas, por uma falha técnica, não sabe se conseguirá voltar. O longa venceu o Oscar de efeitos especiais na época.

Logo na abertura do longa-metragem dos Simpsons, surge a sequência em que o desenho animado "Itchy & Scratchy" ("Comichão e Coçadinha", em português) faz uma paródia à chegada do homem à Lua. A cena épica, com música imponente, é logo interrompida quando o rato Itchy finca a bandeira no peito do gato Scratchy e quebra seu capacete de astronauta.

O longa-metragem de estreia do britânico Duncan Jones, filho de David Bowie, traz o ator Sam Rockwell como um astronauta que passa três anos isolado em uma nave espacial extraindo um gás lunar. A trama cresce quando ele conhece um clone de si mesmo, só que mais novo e mais revoltado, que também está no espaço realizando o mesmo trabalho.

A paródia dos filmes B da década de 1950 em que um grupo de exploradores espaciais chega à Lua para salvar suas curvilíneas habitantes da ameaça de aranhas gigantes é só um pretexto para uma série de esquetes de comédia dirigidas por grandes nomes do cinema da década de 80, como Joe Dante ("Gremlins") e John Landis ("Irmãos cara de pau").

No clássico de Steven Spielberg, o satélite platinado serve de pano de fundo para a cena em que Elliot ganha uma forcinha de E.T. para escapar voando de uma eletrizante perseguição de bicicleta. Gravada na memória de crianças e adultos da década de 80, a sequência foi considerada pela revista "Empire", em 2004, como o "momento mais mágico da história do cinema".
domingo, 14 de dezembro de 2008
Especial Globo de Ouro 2009 - Tv

Continuando o especial sobre o Globo de Ouro 2009, anteriormente foram citados os filmes e neste post o assunto serão sobre as séries de tv, minisséries e filmes para tv que tiveram mais indicações este ano. A premiação vai acontecer dia 11 de janeiro de 2009 a partir das 17h (22h de Brasília) em Los Angeles.
As séries indicadas este ano foram: Dexter, House, Mad Men, True Blood, 30 Rock, Californication, Entourage, The Office, Weeds, Em Terapia, Os Tudors, Brothers and Sisters, Law and Order: Special Victims Unit, The Closer, Samatha Who?, Ugly Betty, The Starter Wife, Monk, A Raisin in The Sun, Bernard and Doris, Cranford, John Adams, Recount, 24: Redenção, An American Crime, Coco Chanel, How I Met your Mother.
Entre as séries que mais receberam indicações:
Recount (Recount)
(EUA - 2008 - Drama - Filme para Tv - HBO)
(Direção: Jay Roach; Elenco: Kevin Spacey, Bob Balaban, Ed Begley Jr., Laura Dern, John Hurt, Denis Leary, Bruce McGill, Tom Wilkinson, Bruce Altman, Jayne Atkinson, Gary Basaraba)
5 indicações: Melhor Minissérie ou Filme feito para a TV, Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme (Kevin Spacey e Tom Wilkinson), Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme (Denis Leary) e Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme (Laura Dern)
Produção da HBO que retrata as tensas e polêmicas duas semanas que se seguiram às eleições presidenciais americanas em 2000. Tensa porque a recontagem levou mais tempo do que deveria e o resultado final só seria divulgado cinco semanas após a votação. E polêmica porque a Suprema Corte Americana daria a discutível vitória a George W. Bush. O episódio foi retratado também no documentário "Fahrenheit 11 de Setembro", dirigido por Michael Moore.
Em Terapia (In Treatment)
(EUA - 2007 - Drama - 2º temporada - HBO)
(Direção: Melanie Mayron; Elenco: Gabriel Byrne, Josh Charles, Embeth Davidtz, Melissa George, Sarah Treem, Merritt Jonson, Blair Underwood, Mia Wasikowska, Dianne Wiest, Michelle Forbes)
5 indicações: Melhor Série de TV - Drama, Melhor Ator em Telessérie - Drama (Gabriel Byrne), Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme (Blair Underwood), Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme (Melissa George e Dianne Wiest)
O psicanalista Paul Weston tem pacientes a semana toda. Segunda é dia de Paul atender Laura, uma bela anestesista que atravessa uma imensa crise emocional e não sabe se termina com o namorado ou casa com ele. Terça é dia de Paul atender Alex, um piloto arrogante que participou de uma missão caótica no Iraque, quase morreu por lá e acha que isto não o afeta. Quarta é dia de Paul atender Sophie, uma ginasta que, depois de sofrer um acidente, quer que Paul analise seu estado e ateste que ela está bem para manter sua classificação na equipe olímpica. Quinta é dia de Paul atender Jake e Amy, um casal que atravessa uma crise. Jake tem verdadeiros ataques de raiva e, quando Amy não lhe conta o que faz, ele imagina o pior. Sexta é dia de Paul Weston ir ao psicanalista. Paul Weston vem se tornando intolerante e suas reações podem afetar sua carreira. Por isso, às sextas é ele quem vai pro divã e faz terapia com Gina.
John Adams (John Adams)
(EUA - 2008 - Drama, Biografia, História - Minissérie - HBO)
(Direção: Tom Hooper; Elenco: Paul Giamatti, LAura Linney, Stephen Dillane, JOhn Dossett, David Morse, Sarah Polley, Samuel Barnett, Danny Huston, Madeline Taylor, Tom Wilkinson)
4 indicações: Melhor Minissérie ou Filme feito para a TV, Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme (Paul Giamatti), Melhor Atriz em Minissérie ou Telefilme (Laura Linney) e Melhor Ator Coadjuvante em Série Minissérie ou Telefilme (Tom Wilkinson)
A série, baseada no livro homônimo de McCullough, é um relato sobre a vida de um dos mais importantes fundadores dos Estados Unidos, John Adams. A atração explora a trajetória do político, que começou como um advogado no interior do país e terminou sendo eleito o segundo presidente da nação. Produzida por Tom Hanks, a minissérie ganhou o Emmy de sua categoria em 2008.
Entourage (Entourage)
(EUA - 2004 - Comédia, Drama - 5º temporada - HBO)
( Direção: Julian Farino, Mark Mylod, Daniel Attias; Elenco: Jeremy Piven, Kevin Connolly, Rex Lee, Perrey Reeves, Debi Mazar, Kevin Dillon, Jerry Ferrara, Adrian Grenier)
3 indicações: Melhor Série de TV - Musical ou Comédia, Melhor Ator em Série Musical ou Cômica (Kevin Connolly) e Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme (Jeremy Piven)
Se seu melhor amigo vira um astro de Hollywood, só há uma coisa a fazer: juntar-se a seu séquito. Conheça Eric, Turtle e Johnny Drama, três rapazes que saíram direto do bairro de Queens, em Nova York, para ajudar o amigo Vincent Chase a suportar o agitadíssimo dia-a-dia da Meca do cinema onde sexo, festas e empresários impõem suas próprias regras.
Mad Men (Mad Men)
(EUA - 2007 - Drama - 2º temporada - AMC)
(Direção: Andrei ; Elenco: January Jones, Jonathan Daniel Hamm, Christine Elise McCarthy, Rosemarie DeWitt, Michael Gladis, Elisabeth Moss, Vincent Paul Kartheiser, Maggie Siff, John M. Slattery Jr., Bryan Batt)
3 indicações: Melhor Série de TV - Drama, Melhor Ator em Telessérie - Drama (Jon Hamm) e Melhor Atriz em Telessérie - Drama (January Jones)
Não importa o que você é ou o que quer, mas sim como você se vende. Esse é o lema de Mad Men, a nova série HBO e ganhadora de dois Globos de Ouro. Na Sterling Cooper, uma grande agência de publicidade da Madison Avenue, em Nova York, a competição entre homens e mulheres é acirrada. Eles fazem da publicidade a arte da persuasão e põem suas vidas pessoais à venda. As mulheres começam a ganhar independência. Calmantes e anticoncepcionais estão na boca de todo mundo. A proibição ao fumo e as políticas contra o assédio sexual eram impensáveis...coisa do futuro. É nessa época que se passa “Mad Men”. Do mesmo produtor e roteirista de “Família Soprano”, esta série, em episódios de uma hora de duração, conta a história dos publicitários dos anos 60 e de como venderam o sonho americano.
30 Rock (30 Rock)
(EUA - 2006 - Comédia - 3º temporada - NBC)
(Direção: Tina Fey; Elenco: Katrina Bowden, Judah Friedlander, Alec Baldwin, Keith Powell, Jane Krakowski, Maulik Pancholy, Lonny Ross, Jack McBrayer, Tina Fey, Scott Adsit, Tracy Morgan)
3 indicações: Melhor Série de TV - Musical ou Comédia, Melhor Atriz em Série Musical ou Cômica (Tina Fey) e Melhor Ator em Série Musical ou Cômica (Alec Baldwin)
30 Rock gira em torno do papel da escritora e atriz de Saturday Night Live, Tina Fey, que vive Liz Lemon, responsável pela redação do programa de TV de ficção The Girlie Show. Apesar do trabalho aparentemente dos sonhos, Liz está quase enlouquecendo com as duas estrelas do show. Além de encarar Jack, o novo e exigente chefe desta atração, vivido por Alec Baldwin. Liz precisará de muito "jeitinho" para manter a sanidade e o emprego, administrando egos, exigências e neuroses de toda a equipe, sem deixar de lado as risadas que seu programa deve provocar. A criação de 30 Rock também é assinada por Tina. A escritora de atrações de televisão não tem uma tarefa fácil pela frente, mas esta comédia explora os altos e baixos do trabalho numa produção televisiva e ainda garante uma diversão e tanto ao público. A série mostrará o que acontece por trás das câmeras em um programa de variedades e escapa ao que os telespectadores têm acesso depois da edição.
Bernard and Doris (Bernard and Doris)
(EUA, Inglaterra - 2007 - Comédia, Drama - Filme para Tv - HBO)
(Direção: Bob Balaban; Elenco: Ralph Fiennes, Susan Sarandon, James Rebhorn, Nick Rolfe, Peter Asher, Don Harvey, Chris Bauer, Monique Curnen, Marilyn Torres, Bruce MacVittie)
3 indicações: Melhor Minissérie ou Filme feito para a TV, Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme (Ralph Fiennes) e Melhor Atriz em Minissérie ou Telefilme (Susan Sarandon)
História livremente baseada na vida de Doris Duke (1912-1993), milionária herdeira de uma indústria de tabaco, e seu tímido mordomo Bernard Lafferty. A gélida porém jovial Doris demite seu mordomo por ele ter servido uma fatia de melão ruim. A agência de mordomos então envia a ela Lafferty, rapaz experiente no ofício que já havia trabalhado com Elizabeth Taylor e Peggy Lee. Alcoólotra, ele acabou de sair da reabilitação. Ainda assim Doris fica com ele, transformando-o em seu alter ego gay. Mas o tempo faz com que o relacionamento entre eles se torne paixão.
Cranford (Cranford)
(Inglaterra - 2007 - Drama - Minissérie - BBC)
(Direção: Simon Curtis; Elenco: Judi Dench, Michael Gambon, Eileen Atkins, Simon Woods, Francesca Annis, Philip Glenister, Lesley Manville, Julia McKenzie, Imelda Staunton, Greg Wise e Julia Sawalha
3 indicações: Melhor Minissérie ou Filme feito para a TV, Melhor Atriz em Minissérie ou Telefilme (Judi Dench), Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme (Eileen Atkins)
Baseada em três romances de Elizabeth Gaskell, a minissérie dramática da BBC produzido para a TV britânica e exibido em cinco capítulos. Situada em 1842, na pequena cidade de Cranford, interior rural da Inglaterra, a história apresenta os pequenos absurdos e tragédias nas vidas das pessoas residentes em Cranford, na medida em que são dominadas por forças pelas quais são incapazes de fazer oposição. Mas há mudanças no horizonte. Ao mesmo tempo em que alguns temem um colapso social, outros tentam encontram o romance e a paixão.
Bons Filmes...
sábado, 13 de dezembro de 2008
Especial Globo de Ouro 2009 - Cinema

O Globo de Ouro (Golden Globe Awards) é entregue cada ano aos melhores do cinema e a televisão dos EUA, oferecidos desde 1994 pela Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood. São reconhecidos como uma das maiores honras que alguém que trabalhe numa dessas indústrias possa receber, estando atrás apenas do Oscar para o cinema, e do Emmy para a televisão. A premiação dete ano vai acontecer dia 11 de janeiro de 2009 a partir das 17h (22h de Brasília) em Los Angeles. Lembrando que ano passado não houve cerimonia de entrega aos premiados devido a greve dos roteiristas, a lista dos ganhadores foi anunciado em uma coletiva a imprensa.
Nesta primeira parte iremos falar dos filmes realizados para o cinema que tiveram o maior número de indicações: O Curioso Caso de Benjamin Button, Frost/Nixon, The Reader, Apenas um Sonho, Slumdog Millionaire, Vicky Christina Barcelona, The Wrestler, In Bruges e Dúvida.
O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case Of Benjamin Button)
(EUA - 2008 - 159 min. - Drama, Fantasia, Romance)
(Direção: David Fincher; Elenco: Brad Pitt, Cate Blanchett, Tilda Swinton, Elle Fanning, Elias Koteas, Julia Ormond)
5 indicações: Melhor Filme Drama, Melhor Ator Dramática (Brad Pitt), Melhor Diretor (David Fincher), Melhor Roteiro (Eric Roth) e Melhor Trilha Sonora
Drama baseado no clássico romance homônimo escrito por F. Scott Fitzgerald nos anos de 1920, que conta a história de Benjamin Button, um homem que misteriosamente começa a rejuvenescer e passa a sofrer as bizarras consequências do fenômeno. Button, estranhamente, chega aos seus 80 e poucos anos - na New Orleans de 1918, quando a Primeira Guerra está chegando ao fim - e a partir disso começa a ficar mais jovem. Ainda que a cronologia do tempo segue normalmente e ele invada os anos do século 21.
Frost/Nixon (Frost/Nixon)
(EUA, Reino Unido, França - 2008 - 122 min. - Drama, Biografia)
(Direção: Hon Howard; Elenco: Sam Rockwell, Kevin Bacon, Michael Sheen, Rebecca Hall, Matthew Macfadyen, Oliver Platt)
5 indicações: Melhor Filme Drama, Melhor Ator Dramática (Frank Langella), Melhor Diretor (Ron Howard), Melhor Roteiro (Peter Morgan) e Melhor Trilha Sonora
Por três anos, depois de renunciar ao cargo de presidente dos Estados Unidos, Nixon permaneceu em silêncio. Mas no verão de 1977, o rígido e perspicaz comandante-chefe deposto aceitou se sentar para uma entrevista intensa para confrontar as perguntas sobre seu tempo na Casa Branca e o escândalo do Watergate que acabou com sua presidência. Nixon supreendeu a todos ao selecionar Frost como o apresentador a quem iria confessar tudo em exclusividade. Da mesma forma, a equipe de Frost duvidava da habilidade de seu chefe para se segurar. Quando a câmera foi ligada, uma batalha entre os dois começou. Durante a entrevista, cada homem revelou suas inseguranças, ego e uma reserva de dignidade, que nos fim das contas, pôs de lado a postura em uma exibição impressionante da verdade simples e pura. Adaptação da montagem teatral escrita por Peter Morgan, a história conta como foi a dramática entrevista do presidente americano Richard Nixon ao apresentador de TV britânico David Frost logo após o escândalo político de Watergate, em 1972.
Dúvida (Doubt)
(EUA - 2008 - 104 min. - Drama, Suspense)
(Direção: John Patrick Shanley; Elenco: Meryl Streep, Philip Seymour Hoffman, Amy Adams, Viola Davis, Lloyd Clay Brown, Joseph Foster, Bridget Megan Clark, Lydia Jordan, Paulie Litt, Matthew Marvin, Evan Lewis)
5 indicações: Melhor Atriz Damática (Meryl Streep), Melhor Atriz Coadjuvante (Amy Adams e Viola Davis), Melhor Ator Coadjuvante (Phillip Seymour Hoffman) e Melhor Roteiro (John Patrick Shanley)
Ambientado no ano de 1964, numa escola católica do Bronx, a história gira em torno de uma freira que passa a suspeitar de um padre que vem demonstrando profundo interesse num jovem aluno negro. Para ela, o padre está cometendo abuso sexual. Adaptação de uma peça de teatro escrita pelo próprio diretor John Patrick Shanley.
The Reader (The Reader)
(EUA, Alemanha - 2008 - 123 min. - Drama, Romance, Guerra)
(Direção: Stephen Daldry; Elenco: Kate Winslet, Ralph Fiennes, Bruno Ganz, Alexandra Maria Lara, David Kross)
4 indicações: Melhor Filme Drama, Melhor Diretor (Stephen Daldry), Melhor Atriz Coadjuvante (Kate Winslet) e Melhor Roteiro (David Hare)
Nos anos de 1950, pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial, o jovem Michael Berg adoece e passa a ser cuidado por uma bela e estranha mulher, Hanna, que tem o dobro de sua idade. Michael logo se recupera, mas Hanna foi embora. Ao encontrá-la, os dois têm um breve mas intenso romance. Uma paixão cada vez maior, temperada com as leituras de obras clássicas que Hanna sempre faz para o amado. Apesar disso, Hanna misteriosamente desaparece outra vez. Passados oito anos, Michael é agora um aluno de Direito que acompanha julgamentos de crimes de guerra cometidos pelos nazistas. É nesse momento que Hanna reaparece na vida do rapaz. Mas para a surpresa dele, a mulher está no banco dos réus do Tribunal. Enquanto o passado de Hanna é revelado, Michael descobre um segredo que poderá impactar na vida de ambos.
Apenas um Sonho (Revolutionary Road)
(EUA, Inglaterra - 2008 - 119 min. - Drama, Romance, Guerra)
(Direção: Sam Mendes; Elenco: Leonardo DiCaprio, Kate Winslet, Kathy Bates, Kathryn Hahn, Michael Shannon, Dylan Clark Marshall, Zoe Kazan, Kristen Connolly, Ryan Simpkins)
4 indicações: Melhor Filme Drama, Melhor Atriz Damática (Kate Winslet), Melhor Ator Dramática (Leonardo DiCaprio) e Melhor Diretor (Sam Mendes)
April (Kate Winslet) e Frank Wheeler (Leonardo DiCaprio) são um casal jovem que vive no subúrbio de Connecticut com seus dois filhos na década de 1950. A máscara da auto-segurança esconde a enorme frustração que sentem por não serem completos em seu relacionamento ou na carreira. Determinados a conhecerem a si mesmos, eles decidem se mudar para a França. Mas o relacionamento começa a corroer em um ciclo infinito de brigas, ciúmes e recriminações, e a viagem e seus sonhos correm grandes riscos de acabar.
Slumdog Millionaire (Slumdog Millionaire)
(EUA, Reino Unido - 2008 - 120 min. - Comédia, Drama, Romance)
(Direção: Danny Boyle & Loveleen Tandan; Elenco: Dev Patel, Freida Pinto, Anand Tiwari, Mia Drake, Anil Kapoor, Irfan Khan)
4 indicações: Melhor Filme Drama, Melhor Diretor (Danny Boyle), Melhor Roteiro (Simon Beaufoy) e Melhor Trilha Sonora
Jamal Malik (Patel) tem 18 anos de idade, vem de uma família das favelas de Mumbai, Índia, e está prestes a experimentar um dos dias mais importantes de sua vida. Visto por toda a população, Jamal está a apenas uma pergunta de conquistar o prêmio de 20 milhões de rúpias na versão indiana do programa televisivo "Who Wants To Be A Millionaire?" No entanto, no auge do programa, a polícia prende o jovem Jamal por suspeita de trapaça. A questão que paira no ar é: como um rapaz das ruas pode ter tantos conhecimentos. Desesperado para provar sua inocência, Jamal conta a história da sua vida na favela - onde ele e o irmão cresceram -, as aventuras juntos, os enfrentamentos com gangues e traficantes de drogas e até mesmo o amor por uma garota.
Vicky Christina Barcelona (Vicky Christina Barcelona)
(EUA, Espanha - 2008 - 96 min. - Comédia, Romance)
(Direção Woody Aleen; Elenco: Scarlett Johansson, Penélope Cruz, Javier Bardem, Rebecca Hall, Chris Messina, Patricia Clarkson, Carrie Preston)
4 indicações: Melhor Filme - Comédia ou Musical, Melhor Atriz em Comédia ou Musical (Rebecca Hall), Melhor Ator em Comédia ou Musical (Javier Bardem) e Melhor Atriz Coadjuvante (Penelope Cruz)
Depois de três histórias situadas em Londres ("Match Point", "Scoop" e "O Sonho de Cassandra"), Woody Allen agora aponta a câmera para a arquitetura de Barcelona, onde encena um qüiproquó amoroso estrelado pela sua atual favorita, Scarlett Johansson, a novata Rebecca Hall e os atores espanhóis Javier Bardem e Penélope Cruz. Vicky (Hall) e Cristina (Johansson) são duas jovens amigas americanas com visões completamente diferentes sobre o amor. Elas desembarcam de férias em Barcelona e conhecem um pintor libertário e sedutor, interpretado por Bardem. De casamento marcado com um americano com cara de relógio parado, Vicky tenta resistir às investidas do pintor, mas acaba apaixonando-se secretamente por ele depois de uma noite furtiva. Já Cristina, que logo se entrega, acaba vivendo um affair a três com ele e sua ex- mulher, interpretada por Penélope Cruz. EXTRA: Quando Allen ficou sabendo que a recepção do filme havia sido boa, ele disse: "Terminei este filme há vários meses, e, quando termino um filme, não sinto mais o menor interesse nele. Já recebi ótimas críticas de filmes que não ganharam um dólar nas bilheterias. Recebi críticas negativas de outros, e isso nunca significou nada. O fato de lhe chamarem de grande não faz você ser grande, e o fato de dizerem que um trabalho é terrível não o torna terrível. Eu me lembro de, anos atrás, voltar para casa depois de ter um grande triunfo com 'A Última Noite de Boris Grushenko' ('Love and Death') e, mesmo assim, a garota do apartamento em frente não quis sair comigo. Eu estava em casa, sozinho, comendo comida chinesa diretamente da embalagem, sem nada a fazer exceto assistir à televisão. O sucesso nunca significa nada".
The Wrestler (The Wrestler)
(EUA - 2008 - 109 min. - Drama, Comédia)
(Direção: Darren Aronofsky; Elenco: Marisa Tomei, Mickey Rourke, Evan Rachel Wood)
3 indicações: Melhor Ator Dramática (Mickey Rorke), Melhor Atriz Coadjuvante (Marisa Tomei) e Melhor Canção
Randy `The Ram´ Robinson (Mickey Rourke) é um bem-sucedido pugilista nos anos 80 que é impedido de lutar depois de sofrer um ataque cardíaco. Assim, ele consegue um emprego em um restaurante, passa a morar com uma stripper e tenta se tornar amigo do filho dela, mas não consegue resistir a vontade de retornar à antiga carreira, mesmo sabendo que isso oferece riscos a sua saúde.
Na Mira do Chefe (In Bruges)
(Reino Unido, Bélgica - 2008 - 107 min. - Ação, Comédia, Drama)
(Direção: Martin McDonagh; Elenco: Elizabeth Berrington, Ralph Fiennes, Rudy Blomme, Colin Farrell, Olivier Bonjour, Ann Elsley, Jean-Marc Favorin, Brendan Gleeson, Eric Godon)
3 indicações: Melhor Filme - Comédia ou Musical, Melhor Ator em Comédia ou Musical (Colin Farrell e Brendan Glesson)
"Na Mira do Chefe" foi filmado em Bruges, a mais preservada cidade medieval de toda Bélgica e destino de viajantes de todo o mundo. Mas para os matadores Ray (Colin Farrell) e Ken (Brendan Gleeson) aquela poderia ser a última parada. Um trabalho difícil fez com que os dois fossem enviados por seu chefe de Londres, Harry (Ralph Fiennes), para esfriar a cabeça antes do Natal na cidade de “conto-de-fadas” por algumas semanas. Deslocado em meio à arquitetura Gótica, os canais e as ruas de paralelepípedo, os dois matadores ocupam seus dias vivendo como turistas. Ray, ainda assombrado pela carnificina de Londres, detesta o lugar, enquanto Ken, ao mesmo tempo em que fica de olho no comportamento de Ray, delicia-se com a beleza e a serenidade da cidade. Porém, quanto mais eles esperam pela ligação de Harry, mais surreal torna-se sua experiência, que inclui estranhos encontros com locais e turistas; arte medieva; um ator americano anão (Jordan Prentice) que está filmando um filme de arte europeu; prostitutas holandesas e um potencial romance para Ray na forma de Chloë (Clémence Poésy), que pode ter seus próprios segredos obscuros. Quando Harry finalmente liga, as férias de Ken e Ray tornam-se uma batalha de vida ou morte recheada de humor negro e com conseqüências surpreendentes.
domingo, 26 de outubro de 2008
'Encantado pela Beleza': veja as loiras de Hitchcock

Spellbound by Beauty (Encantado pela Beleza), de Donald Spoto, investiga as tensas relações de Alfred Hitchcock com as loiras geladas que ele adorava. Qualquer leitor vagamente familiarizado com o tema pode adivinhar que a ênfase de Spoto vai ser no cineasta em seu aspecto mais fetichista, e que a pièce de résistance vão ser as bicadas em Tippi Hedren - foto acima - durante as filmagens de Os Pássaros.
Spoto acrescenta mais um tijolo à especulação crítica sobre a ambivalência de Hitchcock com relação a algumas de suas atrizes. Mas há outra relação de amor e ódio aqui: a relação entre o biógrafo e seu tema.
Spoto começou seus estudos sobre Hitchcock com um bem comportado trabalho de hagiografia, The Art of Alfred Hitchcock, em 1976. Ele conduziu várias entrevistas longas e presumivelmente cordiais com Hitchcock enquanto trabalhava no livro. Passados sete anos, depois da morte de Hitchcock, Spoto lançou um retrato mais conturbado, The Dark Side of Genius o lado sombrio do gênio, que lidava com a vida e obra de Hitchcock.
E agora, depois de uma lista longa e aparentemente aleatória de outras biografias sobre indivíduos tão variados quanto Preston Sturges, Elizabeth Taylor e Joana D'Arc, ele voltou ao território que lhe é mais familiar. Criou uma colcha de retalhos que combina análise e relatos pessoais, usando como fonte a impressionante lista de colaboradores de Hitchcock que conheceu ao longo dos anos.
Hedren, por exemplo, contou a Spoto não só sobre seu pesadelo ornitológico ("vocês estão tentando matá-la", perguntou o médico de Hedren durante a sofrida filmagem de em Os Pássaros), mas também sobre a tentativa de Hitchcock de obrigá-la a estar sexualmente disponível para ele, fazendo ameaças de acabar com sua carreira caso ela não cedesse (Ela não cedeu).
Anne Baxter - foto acima, que aparece em A Tortura do Silêncio, disse a Spoto que o diretor a fez se sentir pouco atraente até que ela consentisse em pintar o cabelo para se transformar em uma loira Hitchcock.
Duas questões surgem: Até que ponto recolher esse tipo de material tem valor? E de que maneira ele justifica publicá-lo? A justificativa parece lhe ocorrer com facilidade. Nenhum estudo da obra de Hitchcock pode ignorar os subtextos dos filmes ou os temas frequentemente usados, afirma Spoto. E até o entediado psiquiatra de Psicose conseguiria ver paralelos entre as necessidades privadas do diretor e suas versões correspondentes no cinema. Isso faz com que seu recorrente e metafórico uso de algemas, óculos (a versão moderna de Hitchcock para as máscaras venezianas) e voyeurismo, só para começar, talvez adquira significado biográfico que pode propiciar uma melhor compreensão de seu trabalho.
A ortodoxia crítica sobre Hitchcock é outra justificativa que Spoto invoca para reforçar sua nova investigação. Ele sustenta que nenhuma explicação da carreira do diretor poderia estar completa sem esse lado negro, e que a grande arte não precisa estar ligada a um comportamento angelical (Wagner e Picasso oferecem pontos de referência). E sugere que esse livro seja lido como "uma história cautelar sobre o que pode sair errado em qualquer vida". Afinal de contas, "estamos falando da história de um homem tão infeliz, tão cheio de autodesprezo, tão solitário e sem amigos, que sua satisfação vinha de demonstrar poder, criar fantasias e acumular riquezas. Quando Hitchcock implodiu com Hedren, argumenta o livro, a sede desse tipo de poder abafou a vitalidade criativa de seu trabalho.
"Boa parte de seu comportamento não seria suportada hoje em dia", escreve Spoto, em um livro
que apresenta muitas provas para sustentar essa afirmação. "E de fato não deveríamos permitir que ninguém se comporte da maneira que ele se comportava", ele alega. Isso torna Spellbound by Beauty uma ladainha cronológica de histórias sobre as atrizes de Hitchcock, algumas das quais muito mais interessantes que outras. Mas uma das estranhas virtudes do livro é a perseverança de Spoto em descobrir como terminou a vida dessas atrizes. Embora isso acrescente muito pouco ao entendimento da arte de Hitchcock, saber onde Nova Pilbeam (O Homem que Sabia Demais, 1934) estava vivendo placidamente em 2008 atesta a tenacidade de Spoto - e também oferece uma ótima história.
Entre as estrelas mais conhecidas de Hitchcock, aquelas que vão atrair mais interesse, nem todas tiveram um relacionamento conturbado com o cineasta. Algumas, como Joan Fontaine - foto acima - em Rebecca, simplesmente não o interessavam; a atitude de desprezo e as piadas de sacanagem colegiais foram o pior tratamento que receberam. Mas intercaladas com suas pequenas histórias sobre estrelas surge uma afirmação muito mais dura da parte de Spoto: a de que Hitchcock, tão conhecido por sua precisão, podia ser desatento, entediado ou até pior, quando as câmeras rodavam. O livro balanceia de forma estranha impressões conflitantes de Hitchcock em modo obsessivo e em modo distraído, bastante aéreo. Apesar de soar bem picante, Spoto não consegue "e talvez não queira" desafiar realmente a impressão geral d
a grandeza de Hitchcock.
Algumas de suas protagonistas foram companheiras do diretor. Ingrid Bergman - foto ao lado, "a colaboração mais próxima com uma atriz na carreira de Hitchcock", manteve um relacionamento caloroso com ele, ainda que Hitchcock tenha transformado essa amizade em uma atração juvenil. De qualquer forma, ele sentia um enorme respeito por ela; Hitchcock reservava seu comportamento mais cruel para atrizes menos poderosas e menos propensas a resistir às suas provocações ou suas exigências de maquilagem e figurino.
Outros, e melhores, conhecedores da obra de Hitchcock "especialmente François Truffaut, em sua conversação em forma de livro com o colega cineasta- já dedicaram considerável atenção à perversão mais flagrante nos filmes do autor. Nenhuma interpretação em seus filmes mereceu análises mais exaustivas do que a de Kim Novak em Um Corpo que Cai. Mas ainda assim Spoto desfrutou de acesso considerável às pessoas que trabalharam com Hitchcock, por um período bastante prolongado, e montou um conjunto de impressões em primeira mão que soam, na página, como conversas.
Novak não fala por si mesma no livro. Mas Grace Kelly, Janet Leigh, Eva Marie Saint, Teresa Wright, Hedren e muitas outras heroínas inesquecíveis dos filmes do diretor o fazem.
fonte: The New York Times
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Você acha que sabe tudo sobre as ÁREAS DE DVD?

Existem muitas dúvidas sobre as áreas de dvd, o que seria aquele numero dentro do mapa mundi? Porque não consigo ver todos os dvds em meu aparelho?
Essas classificações são as chamadas áreas mundiais. Os vários estúdios produtores de cinema e música e as empresas de home entertainment se uniram para criar um sistema de códigos que impediria que DVDs produzidos em uma área do planeta pudessem ser utilizados em outra. O objetivo desse lobby (instaurado no mesmo momento em que a mídia começava a ser comercializada) é assegurar direitos autorais e garantir controles de exportação, impedindo por exemplo que um filme que nem chegou aos cinemas do Brasil possa ser adquirido para ser visto em casa, diminuindo a receita das salas de projeção.
Assim, o mundo foi dividido em categorias numéricas, conforme o quadro a seguir.
1 - EUA, Canadá
2 - Europa, Oriente Próximo, África do Sul, Japão
3 - Ásia Sudeste
4 - Austrália, Américas Central e do Sul
5 - África, Ásia, Europa do Leste
6 - República Popular da China
0/All - Área Livre
Todos os discos DVD têm essa informação em suas capas, geralmente localizada atrás, na parte de baixo, com o símbolo do globo terrestre e um número em cima. A informação pode vir em alguns casos também por extenso: “Este disco foi codificado para a região tal... ”(há ainda discos sem região definida, chamados de região zero ou 'code free' código livre que passam em qualquer lugar do mundo). O Brasil faz parte da chamada 'área 4'. Portanto, os aparelhos de DVD nacionais saem de fábrica programados para permitir a reprodução de discos unicamente de área 4. (que, por ser a nossa original, têm legendas e muitas vezes dublagem em português). Essa é a teoria. Mas a prática muitas vezes difere dela.
O chamado 'destravamento' já é bastante difundido. Trata-se da 'abertura' do DVD player para que ele possa passar discos de outras áreas ( no caso dos consumidores do Brasil, as áreas mais requisitadas para abertura são a 1 Estados Unidos e Canadá e a 2- Europa, basicamente.).
As situações são inúmeras a partir daí: há aparelhos que já vêm naturalmente abertos para áreas 1 e 4 quando comprados (oficialmente vendidos como área 4 somente) e o consumidor não precisa fazer nada. Há outros casos em que é preciso encomendar o destravamento na assistência técnica (algumas cobram uma taxa que fica entre R$20 e R$40; outras fazem como cortesia ao cliente). Em outros exemplos, a abertura para outras áreas é feita pela digitação de um código no controle remoto pelo próprio consumidor . Tudo depende da marca e do modelo de seu aparelho de DVD. Consulte seu manual e ligue para a assistência técnica mais perto de sua casa para informações se quiser abrir o seu aparelho para outras áreas. (eu sugeri a mais perto caso você tenha que carregar o player até lá). Agora vem um fato curioso. Essa não é, digamos assim, uma ciência exata. Há aparelhos abertos para 1 e 4 que não tocam determinados discos. ( O aparelho de um amigo não passava o DVD área 1 de 'Enigma' enquanto passa 500 outros da mesma área.
O aparelho de uma outra amiga não passava 'Evita' de área 1, mesmo sendo também aberto para a função. E tanto um quanto outro filme tocavam no meu sem o menor problema ou seja- o problema não era dos discos) Quer dizer , infelizmente não é possível assegurar que você vai ter a sua diversão garantida. (Existe alguma coisa mais frustrante que você sentar pra ver um filme no seu DVD sábado à noite com a luz apagada , pipoca , refrigerante ou cerveja e o DVD não funcionar?
Mas é 99% certo que, uma vez aberto, todos os discos das áreas determinadas funcionem. Esses casos que relateisão exceções.
RCE é a sigla para 'Regional Coding Enhancement'. É o seguinte: algumas empresas americanas, que detém os títulos mais rentáveis do cinema mundial e que de bobas não tem nada, perceberam que o destravamento estava 'correndo solto' em várias partes do mundo. Assim, quase não adiantava mais o código normal área 1. Decidiram então adicionar mais uma camada de proteção em seus DVDs, que é o chamado RCE, cuja tradução é 'aumento do código regional'. Pelas pesquisas que fiz, posso dizer que o sistema somente é encontrado em DVDs de área 1.
Basicamente, você não vê o filme. O RCE impede que aparelhos destravados passem esses filmes área 1. (Somente aparelhos originais americanos passam filmes com película de RCE.) Mas antes que você ache que é problema no disco, jogue tudo na parede e queira seu dinheiro de compra ou aluguel de volta, as empresas se apressaram em colocar um pequeno mapa e uma mensagem na tela para o consumidor, que diz: “Este disco destina-se para reprodução em aparelhos de região 1 não-modificados. Não há nada de errado com esse disco da região 1. Para assegurar a reprodução, você deve adquirir ou alugar um disco designado para a sua região.”.
O Blu-ray Disc têm codificação por região?
Sim, semelhante aos DVDs atuais. Porém, diferente das oito regiões do DVD, o Blu-ray utiliza somente três:
Região A: América do Norte, Central e América do Sul, Japão, Coréia e Sudeste da Ásia.
Região B: Europa (UE), Oriente Médio, Austrália e Nova Zelândia.
Região C: Rússia, Índia, China e o resto do mundo.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
O Senhor do Suspense e do Mistério

Alfred Joseph Hitchcock (Londres, 13 de Agosto de 1899 Los Angeles, 29 de Abril de 1980) foi um cineasta britânico, considerado o mestre dos filmes de suspense, sendo um dos mais conhecidos e populares realizadores de todos os tempos.
Em 1919, foi contratado como desenhista de créditos pelo estúdio Players-Lasky, da Paramount Pictures. Logo aprendeu a criar roteiros e a editar. Em 1922, tornou-se cenógrafo e assistente de direção. Nesse mesmo ano, teve sua primeira grande chance. O diretor de Always Tell Your Wife ficou doente, e Hitchcock foi indicado para terminar o filme.
Hitchcock nasceu na Inglaterra, teve uma rígida educação jesuíta e pretendia ser engenheiro, mas acabou ainda bem jovem, desenhando legendas de filmes mudos numa produtora londrina. Na década de 20, com o cinema ainda numa fase romântica, a diferença entre desenhar legendas e dirigir um filme ainda não era tão grande. Sua criatividade surpreendeu os dirigentes do estúdio, que decidiram promovê-lo a diretor Depois de um breve período de aprendizado, como assistente de direção e montador do diretor Graham Curtis, em 1925 fez seu primeiro filme, nunca concluído. "The pleasure garden", seu primeiro filme que dirigiu só e conseguiu terminar, obra ainda medíocre. Em 1926, contudo, já assina "The Lodger: A Story of the London Fog” (O Pensionista), seu primeiro sucesso, baseado nos assassinatos de Jack, o Estripador, demonstrando grande talento. A partir desse filme, Hitchcock faria pelo menos uma aparição em cada uma de suas produções, o que se tornaria uma de suas marcas. Foi também seu primeiro filme de suspense, gênero que o consagraria em todo o mundo. Daí por diante, não parou mais de filmar.
Em 1929, dirigiu Chantagem e Confissão, o primeiro filme sonoro britânico. Nessa fase inglesa, destacam-se ainda “Os 39 Degraus” (1935) e “A Dama Oculta” (1938), ambos envolvendo intrigas internacionais. Esses filmes chamaram a atenção de Hollywood para o diretor.
Sua "fase inglesa" vai até 1939, quando David Selznick o leva para os Estados Unidos, onde se tornou cidadão norte-americano em 1955. Em Hollywood, a personalidade reservada de Hitch, pouco afeita a festas e badalações, contribuiu para criar a sua aura de "senhor do suspense e do mistério". Na verdade, o que ele queria era filmar. E filmava como ninguém. Seu primeiro filme americano foi “Rebecca” e já começou ganhando um Oscar, e foi afirmando-se como um cineasta capaz de extrair bons filmes até de argumentos fracos. Seria indicado ainda por “Um Barco e Nove Destinos” (1943), “Quando Fala o Coração” (1945), “Janela Indiscreta” (1954) e “Psicose” (1960), mas nunca receberia o prêmio.
Seus filmes de suspense psicológico são considerados suas melhores produções norte-americanas. Incluem “A Sombra de Uma Duvida” (1943), “Pacto Sinistro” (1951) e “Psicose” (1960). Recebeu alguns prêmios, como o Irving Thalberg Memorial, da Academia de Ciências e Artes Cinematográficas, pelo conjunto de sua obra (1967); o prêmio da National Board of Review por “Topázio” (1969); o Cecil DeMille, da organização do Globo de Ouro (1972).Alfred Hitchcock é um dos cineastas mais comentados, biografados e reverenciados de todos os tempos. É difícil escrever sobre ele sem a sensação de estar repetindo o que todos sabem, ou pelo menos o que todos deveriam saber a muito tempo. Mais difícil ainda é buscar novos ângulos para a análise de suas obras e de sua vida. Ele já foi tratado como um simples artesão, como um mero empregado dos estúdios, repetindo a mesma fórmula para garantir bilheterias, mas também já foi alçado à condição de gênio, de grande autor, principalmente depois que os franceses da Nouvelle Vague (Truffaut à frente) promoveram uma releitura respeitosa (e quase sempre precisa) de seus principais filmes. Então, quem é o verdadeiro Hitchcock?
Antes de tudo, era um trabalhador do cinema. No sentido proletário do termo. Ao contrário dos diretores da atualidade, que são empresários, muitas vezes multimilionários, e que se envolvem diretamente na produção de seus filmes, Hitch manteve sua vida dentro da câmera preocupando-se, essencialmente, com o que o público assistiria. Decidir o enquadramento sempre foi mais importante que decidir o orçamento. Talvez por isso, ele conseguia imprimir aos seus filmes um caráter , ao mesmo tempo, autoral e popular. Hitch dominava a linguagem e conhecia como ninguém os recursos técnicos que a indústria poderia lhe proporcionar, mas parecia sempre mais disposto a brincar com o público (inclusive aparecendo rapidamente em seus filmes) do que a agradar aos chefões.
Como sua produção era muito extensa, e sempre no ritmo ditado pelos estúdios, teve momentos de maior ou menor qualidade. Mas quem vai negar os acertos de "Psicose", "Vertigo", "Disque M para matar", "Os pássaros", "Intriga internacional" e "O homem que sabia demais"? O estilo de Hitchcock, que combina realismo na ação, certo maneirismo na construção dos personagens e extrema inventividade na narrativa visual (resultante, antes de tudo, de uma decupagem brilhante e sofisticada), já foi muito copiado, mas, como acontece com obras e autores de exceção, não podem servir de paradigma para ninguém. Hitchcock foi um dos grandes. Tanto que refilmou seu próprio filme “O Homem Que Sabia Demais”, primeira versão (britânica) em 1934 e a segunda (americana) em 1956 com James Stewart e Doris Day nos papéis principais.
Seu último filme foi “Trama Macabra”, exibida em 1976. Quatro anos depois, no dia 29 de abril, o cineasta faleceu, em Los Angeles, aos oitenta anos, em conseqüência de insuficiência renal.
FILMOGRAFIA
Filmes mudos
Numbers Thirteen (1922) Filme Inacabado
Always Tell Your Wife (1922) roteiro
Woman to Woman (1922) assistente de direção
The White Shadow (1923) roteiro, cenário, montagem
The Passionate Adventure (1924) assistente de direção
The Blackguard (1925) assistente de direção
The Prude's Fall (1925) - assistente de direção
The Pleasure Garden (1925)
The Mountain Eagle (1926)
O Pensionista (1926)
Downhill (1927)
Easy Virtue (1927)
O Ringue (1927)
A Mulher do Fazendeiro (1928)
Champagne (1928)
O Ilhéu (1929)
Harmony Heaven (1929)
Filmes sonoros
Chantagem e Confissão (1929)
Elstree Calling (1930)
Juno and the Paycock (1930)
Assassinato (1930)
Mary Sir John Greift Ein (1930)
The Skin Game (1931)
Ricos e Estranhos (1932)
O Mistério no 17° (1932)
Waltzes from Vienna (1933)
O Homem que Sabia Demais (1934)
Os 39 Degraus (1935)
O Agente Secreto (1936)
Sabotagem ou O Marido Era o Culpado (1936)
Jovem e Inocente (1937)
A Dama Oculta (1938)
A Estalagem Maldita (1939)
Rebeca, a Mulher Inesquecível (1940)
Correspondente Estrangeiro (1940)
Mr. And Mrs. Smith (Um Casal do Barulho, 1941).
Suspeita (1941)
Sabotador (1942)
A Sombra de uma Dúvida (1943)
Um Barco e Nove Destinos (1943).
Bon Voyage (1944) curta-metragem
Aventure Malgache (1944)- curta-metragem
Quando Fala o Coração (1945)
Interlúdio (1946)
Agonia de Amor (1947)
Festim Diabólico (1948)
Sob o Signo de Capricórnio (1949)
Pavor nos Bastidores (1950)
Pacto Sinistro (1951)
A Tortura do Silêncio (1952)
Disque M para Matar (1954)
Janela Indiscreta (1954)
Ladrão de Casaca (1955)
O Terceiro Tiro (1956)
O Homem Que Sabia Demais (1956)
O Homem Errado (1957)
Vertigo - Um Corpo que Cai (1958)
Intriga Internacional (1959)
Psicose (1960)
Os Pássaros (1963)
Marnie, Confissões de Uma Ladra (1964).
Cortina Rasgada (1966)
Topázio (1969)
Frenesi (1972)
Trama Macabra (1976)
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
A Saga Star Wars e seu criador

Inicialmente, George Lucas escreveu um roteiro de 6 horas de filme, e o fez mesmo prevendo a resposta do estúdio. Recebendo um "não" como resposta, decidiu dividir o filme em 6 episódios, sendo que resolveu gravar apenas os 3 últimos, pois os julgava mais interessantes e reconhecia neles aspectos que cativaria o público. Acertou! Mas no fim dos anos 90 os fãs ganharam um presente, a notícia de que os 3 primeiros episódios seriam gravados. Antes disso, no início da década de 90 , os 3 episódios já gravados foram relançados em edição remasterizada.
A Fox, por desacreditar num filme que falava sobre o espaço, que na época era loucura, permitiu que George Lucas tivesse todos os direitos do filme, o que garantiu a George Lucas dinheiro suficiente para montar suas próprias empresas cinematográficas. Dentre elas a ILM, empresa que revolucionou a industria cinematográfica com efeitos especiais de altíssima qualidade, desenvolvendo tecnologia própria.
Lucas nasceu em Modesto, Califórnia. Era um apaixonado por automóveis, e o seu sonho era ser piloto de corridas, mas um terrível acidente pôs fim a este desejo e mudou a sua maneira de ver a vida. Durante a década de 60, Lucas estudou cinema na Universidade da Califórnia do Sul, uma das primeiras a ter uma cadeira dedicada a essa temática, onde conheceu Francis Ford Coppola. Nessa época fez uma série de pequenos filmes, entre os quais, uma primeira versão de THX-1138, que iria se tornar mais tarde o seu primeiro longa-metragem.
Após fazer a graduação, fundou o estúdio American Zoetrope, em parceria com Coppola, companhia que tinha por objectivo ajudar os realizadores a criar filmes de forma livre, fora do circuito opressivo de Hollywood.
A Zoetrope não teve sucesso, mas com o dinheiro realizado com American Graffiti e Star Wars, Lucas conseguiu montar a sua própria companhia, a Lucasfilm. As sub-divisões desta empresa, “Skywalker Sound” e “Industrial Light and Magic” tornaram-se das mais respeitadas em seus campos, respectivamente, o de som e o de efeitos especiais.
Para além do seu trabalho de realizador e produtor de filmes, Lucas é considerado um dos maiores contribuidores para as novas tecnologias dos filmes modernos. Em 1975 Lucas criou a “Industrial Light and Magic” (ILM), que foi responsável pela invenção de uma câmara especial assistida por computador chamada “Dykstraflex”, e que foi usada na maioria das seqüências de luta no espaço de “Star wars”, tecnologia que foi usada também depois em “Battlestar Galáctica” e “Star trek – The next generation”. Através da ILM, Lucas impulsionou o desenvolvimento de gráficos de computador aplicados na “fabrica” de personagens em 3D.
Lucas é também responsável pelos modernos sistemas de som encontrados em muitas salas de cinema. Ele não inventou o THX (que é a marca do sistema de reprodução de som de alta-fidelidade da Lucasfilm), mas foi o grande responsável pelo seu desenvolvimento.
Segue abaixo, os episódios lançados de Star Wars em ordem lógica, e não cronológica:
Episódios: Direção: Data de lançamento:
A Ameaça Fantasma (episódio 1) George Lucas Maio 19 de 1999
O Ataque dos Clones (episódio 2) George Lucas Maio 16 de 2002
A Vingança dos Sith (episódio 3) George Lucas Maio 19 de 2005
Uma Nova Esperança (episódio 4) George Lucas Maio 25 de 1977
O Império Contra-Ataca (episódio 5) Irvin Kershner Maio 21 de 1980
O Retorno de Jedi (episódio 6) Richard Marquand Maio 25 de 1983
A Ameaça Fantasma - Episódio I, é o primeiro filme na ordem lógica, mas não cronológica, da exalogia Star Wars, lançada 16 anos depois do último filme, O Retorno de Jedi. Não foi bem-recebido pela crítica, mas é a quarta maior bilheteria da história.
Star Wars, o Episódio I apresenta Anakin Skywalker, um garoto com poderes especiais que não sabe que a jornada que está começando vai transformá-lo no maligno Darth Vader. Obi-Wan Kenobi, o velho e sábio Jedi da série original, é um jovem e determinado aprendiz e Palpatine, conhecido como o maligno Imperador, é um ambicioso Senador da República Galáctica. É uma época um que os Cavaleiros Jedi são os guardiões da paz numa galáxia turbulenta e a jovem Rainha luta para salvar seu povo. Nas sombras uma força maléfica espreita, esperando o momento certo para atacar.
O Ataque dos Clones - Episódio II, é um dos filmes da trilogia da guerra das estrelas, sendo o penúltimo a ser lançado, embora seja o segundo na seqüência da história.
A Saga Star Wars continua com o Episódio II: Ataque dos Clones. Anakin cresceu e tornou-se um talentoso aprendiz Jedi e agora enfrenta seu desafio mais difícil: escolher entre seu dever como Jedi e um amor proibido. Reviva a aventura da forma que ela foi pintada com espetaculares recursos digitais, incluindo a dramática Guerra dos Clones e Mestre Yoda em emocionante duelo de sabre de luz. No DVD duplo com mais de seis horas de bônus incluídos você verá como Episódio II desvenda todos os segredos da Saga Star Wars.
A Vingança dos Sith - Episódio III, é um filme da série Star Wars lançado em 2005, sendo o sexto filme da saga Star Wars a ser rodado, o terceiro em ordem cronológica. Foi o vencedor de bilheteria em 2005 de todo o mundo.
A saga de Star Wars se completa com Episódio III - A Vingança dos Sith. Atormentado pela lealdade a seu mentor, Obi-Wan Kenobi em oposição aos sedutores poderes dos Sith, Anakin Skywalker acaba se voltando contra os Jedi, assim completando sua jornada rumo ao lado sombrio e sua transformação em Darth Vader. Acompanhe o emocionante capítulo final com a espetacular tecnologia digital e reviva todas as batalhas épicas incluindo o inesquecível e decisivo duelo entre Anakin e Obi-Wan.
Uma Nova Esperança - Episódio IV, (mas originalmente conhecido simplesmente como Guerra nas Estrelas), foi o primeiro filme da série a ser lançado, em 1977.
Luke Skywalker sonha ir para a Academia como seus amigos, mas se vê envolvido em uma guerra intergaláctica quando seu tio compra dois robôs e com eles encontra uma mensagem da princesa Leia Organa para o jedi Obi-Wan Kenobi sobre os planos da construção da Estrela da Morte, uma gigantesca estação espacial com capacidade para destruir um planeta. Luke então se junta aos cavaleiros jedi e a Hans Solo, um mercenário, e junto com membros da resistência tentam destruir esta terrível ameaça.
O Império Contra-Ataca - Episódio V, lançado em 1980, foi à primeira seqüência de Guerra nas Estrelas, e a quinta parte da saga Star Wars. A história tomou um tom mais sombrio, e é considerado pela maioria como o melhor dos filmes.
As forças imperais comandadas por Darth Vader lançam um ataque contra os membros da resistência, que são obrigados a fugir. Enquanto isso Luke Skywalker tenta encontrar o Mestre Yoda, que poderá ensiná-lo a dominar a "Força" e torná-lo um cavaleiro jedi. No entanto, Darth Vader planeja levá-lo para o lado negro da "Força".
O Retorno de Jedi - Episódio VI, lançado em 1983, é a sexta e última parte da saga de George Lucas, Star Wars. O título do filme deveria ser A Vingança de Jedi, mas um pouco antes da estréia, George Lucas retornou à idéia inicial colocando como o nome que é conhecido até hoje. A razão era que um jedi não poderia querer vingança de ninguém. A vantagem é que essa decisão ainda acabou com o conflito que poderia vir entre o título do terceiro filme.
O imperador está supervisionando a construção de uma nova Estrela da Morte. Enquanto isso Luke Skywalker liberta Hans Solo e a Princesa Leia das mãos de Jaba, o pior bandido das galáxias. Luke só se tornará um cavaleiro jedi quando destruir Darth Vader, que ainda pretende atraí-lo para o lado negro da "Força". No entanto a luta entre os dois vai revelar um inesperado segredo.




















